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sábado, 2 de novembro de 2013

Fazendo Pós-Graduação


 
http://www.educacaomoral.org.br


Depois de concluído o curso de Letras, convido todos os interessados e seguidores desse blog a fazerem, junto comigo, uma Pós-Graduação em: Metodologias para a Educação a Distância na Universidade Anhanguera. Narrarei aqui minhas experiências, trabalhos, estudos e pesquisas que considero relevante durante mais essa etapa de minha vida acadêmica, e espero que os registros aqui deixados sejam úteis a todos que dele usufruírem.

Como já estou trabalhando, sem tempo, portanto, de continuar meus estudos presencialmente, resolvi enfrentar o desafio de fazer uma pós-graduação a distância e já faço planos de futuro com os conteúdos que tenho apreendido nessa modalidade, que permite, ao aluno aprofundar-se imediatamente em qualquer questão de interesse, pois possui flexibilidade de acesso aos conteúdos e pesquisas.
O primeiro módulo do meu curso dispõe de quatro disciplinas:
1.    EaD no Brasil e no mundo;
2.    Introdução ao Ambiente de Aprendizagem.
3.    Fundamentos políticas e legislação em EaD;
4.    Referenciais de qualidade na educação superior a distância;
Da disciplina n° 1, que situa o nascimento e perpetuação do Ensino a Distancia no Brasil e no mundo, eu já disponibilizei aqui, agora, darei segmento com o conteúdo das demais disciplinas.
O processo de avaliação dessa pós prevê em sua metodologia, a integração com blogs ativos (de publicação semanal) que falem sobre ensino a distância. E aí, já começa a primeira dificuldade, porque a maioria dos blogs não conseguem se manter assíduos em suas publicações, mas com a ajuda dos demais colegas, conseguimos listar alguns blogs e deles participar com leituras, perguntas e sugestões. Para concentrar a enxurrada de links e comentários, nossa tutora (responsável por nossa orientação) abriu um tópico chamado: “Vitrine de Links” (apenas quem for aluno da mesma pós que eu poderá acessar esse link), que tornou possível o acesso organizado daqueles que,  como eu, não pode manter uma assistência assídua, mas que ao participar, procura saber tudo que foi disponibilizado. Mas, essa é uma das principais vantagens da EAD! Permitir acesso a quem não tem tempo ter acesso a uma formação continuada, não é?
Esse acompanhamento, junto com o conteúdo disponibilizado através de vídeo-aulas, apostilas, slides e tutoriais fornecidos pelo curso, nós levará a confecção de um Blog que narre essa experiência. Como eu já havia feito algo próximo disso em minha graduação, resolvi dar continuidade a esse blog (que nós foi facultado fazer) e assim, quem sabe, estimular outras pessoas que me acompanharam durante a graduação a permanecerem em suas carreiras, acadêmicas ou não, em busca de novos conhecimentos e desafios. Obrigada.
Bem... Dando sequencia aos meus estudos, hoje li sobre disciplina n° 4 e descobri que a crescente demanda de consumo e de consumidores mais exigentes, fez surgir uma maior preocupação com a qualidade de produção e venda de bens e serviços. A necessidade de controle concorreu para o surgimento de diversas ações, cujo objetivo é assegurar rotinas gerenciais que façam cumprir satisfatoriamente os fins a que cada produto ou serviço se destinam.
Historicamente, os primeiros conceitos sobre qualidade estavam associados simplesmente ao bom funcionamento do produto (serviço), mas foi ampliado para o momento do “pós-venda”, que considera a satisfação do cliente em longo prazo como essencial a fidelização do mesmo. Logo, outros fatores como forma de pagamento, pontualidade na entrega, honestidade e conhecimento do vendedor sobre o produto, flexibilidade, etc., foram incorporados aos objetivos finais dos bens/serviços e fez surgir um novo conceito, modernamente chamado de GQT – Gestão da Qualidade Total, que vem ampliando-se a diversos outros setores das empresa e sociedade, como por exemplo: a questão ecológica, cada dia mais cobrada entre os consumidores.
Na educação à distância, que é nosso foco principal, a questão da qualidade do ensino, como: condições de aprendizagem, apresentação de conteúdos, didáticas, tecnologias, etc. ganha contexto histórico, político e social mais abrangentes, o que torna falar em qualidade em educação, um grande emaranhado de teorias, muitas vezes discordantes.
Segundo o material de estudo desenvolvido pela autora Jucimara Roesler, para disciplina de pós-graduação: Referenciais de Qualidade na Educação Superior a Distância, da Anhanguera Educacional, para Demo (2001), qualidade em educação implica em:
a)  Qualidade acadêmica, que surge na produção original do conhecimento por meio da docência. Refere-se às capacidades do professor de transmitir conhecimentos advindos das práticas de pesquisa que convergem em soluções para problemas específicos da sociedade.
b) Qualidade social, que significa que, decorrente das atividades de ensino, de pesquisa e de extensão, as instituições educacionais atuem de forma relevante no desenvolvimento da sociedade.
c) Qualidade educativa, que é a capacidade das instituições atuarem na formação plena do cidadão para que possam contribuir e interferir em suas respectivas realidades sociais.
O ensino a distância, apesar de parecer uma novidade nascida junto com as tecnologias de informática, como já foi dito em outro tópico, iniciou-se no século XVII, portanto, a busca da qualidade desse modelo pedagógico foi apenas a de acompanhar a evolução das novas ferramentas disponíveis no mercado. No entanto, ainda segundo ROESLER (2013):                                                                                                           
A educação a distância, portanto, como modalidade de ensino capaz de ampliar as possibilidades de acesso a educação, é viabilizada a partir da incorporação das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e de modelos pedagógicos e gerenciais que possibilitam sua expansão e a qualidade dos serviços educacionais. Em contexto pedagógico, requer uma organização curricular inovadora, que proporcione a construção do conhecimento, a aquisição de conteúdo, o desenvolvimento das habilidades e competências requeridas pelo mercado de trabalho e pela sociedade na qual o futuro profissional exercerá seu papel de trabalhador e cidadão.


Evolução no número de matriculas por modalidade, no período 2001-2010, Brasil. Fonte: Censo da Educação Superior 2011.

http://ead05.proj.ufsm.br
Em termos políticos, o Ministério da Educação, encontrou no ensino a distância uma forma de aproximar estudantes das mais remotas regiões, para cumprir seu projeto de TODOS PELA EDUCAÇÃO, que vem mesclando interesses de vários setores comerciais, sociais e jurídicos da sociedade visando capacitar professores, profissionalizar jovens e adultos com objetivo de facilitar seu ingresso ou retorno ao mercado de trabalho, bem como, a conquista da cidadania prevista na LDB.
Engajado nas variadas fretes abertas pelas novas tecnologias de informação, o MEC compilou uma série de medidas jurídicas que amparam e tornam de igual valor a Educação à Distancia, normatizando-a e valorizando-a em todos os setores políticos e administrativos do Governo Federa, com consequências para os demais setores estaduais e federais.
Pressionadas ou motivadas por iniciativas das universidades internacionais, que estão a grande velocidade, dispondo cursos pagos ou gratuitos online, algumas universidades brasileira de reconhecido conceito internacional como USP, UNICAMP, etc., vem priorizando essa modalidade de ensino em suas bases organizacionais. Outras instituições de ensino, já tem como praxe comum, adotar 20% do seu ensino presencial na forma de EAD e com isso, gerou uma grande demanda desses profissionais no mercado. 

Até a próxima!

Referências Bibliográficas:
ROESLER, Jucimara. Referenciais de Qualidade na Educação Superior a Distância,
p. 1-77, Departamento de Extensão e Pós-Graduação. Valinhos, SP:
Anhanguera Educacional, 2013. Disponível em: . Acesso em: 1 set. 2013.


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Você sabe quais são os elementos da narrativa?

A narração é uma sequência de ações interligadas que progridem para um fim; um relato de acontecimentos, fictícios ou não, contados por um narrador, por meio da ação de seus personagens. A crônica, o conto, o romance, a fábula, as epopeias são gêneros textuais em que esta modalidade discursiva é usada. Quais são as características da narração?

Que elementos a compõem? Leia nosso texto com atenção e saiba mais. O texto narrativo é composto pelo enredo (o assunto do texto), o narrador, as personagens, o espaço e o tempo. Como exemplo para a nossa análise, utilizaremos um trecho do conto João e Maria, atribuído aos Irmãos Grimm:

Perto de uma grande floresta, vivia um lenhador com a sua mulher e os seus dois filhos; o menino chamava-se Joãozinho e a menina, Mariazinha. O homem tinha pouca coisa para mastigar, e certa vez, quando houve grande fome no país, ele não conseguia nem mesmo ganhar o pão de cada dia. E quando ele estava, certa noite, pensando e se revirando na cama de tanta preocupação, suspirou e disse à mulher:

- O que será de nós? Como poderemos alimentar nossos pobres filhos, se não temos mais nada nem para nós mesmos?

- Sabes de uma coisa, – respondeu a mulher, – amanhã bem cedo levaremos as crianças para a floresta, onde o mato é mais espesso. Lá acenderemos uma fogueira e daremos a cada criança um pedaço de pão; então iremos trabalhar e as deixaremos sozinhas. Elas não acharão mais o caminho de volta para casa e estaremos livres delas.

- Não, mulher, – disse o marido - eu não farei isso; como poderei forçar meu coração a deixar meus filhos abandonados na floresta? As feras selvagens viriam logo para estraçalhá-los.

- És um tolo, – disse ela – então teremos de morrer de fome, os quatro; já podes procurar as tábuas para os nossos caixões. – E não lhe deu sossego até que ele concordou. (GRIMM, 2007, p. 79)


No trecho de Grimm, podemos observar os elementos da narrativa a partir de algumas expressões:

> Enredo – Um pai e sua esposa debatem sobre o destino dos filhos em época de grande crise econômica no país onde vivem.

> Narrador – O foco narrativo é representado por narrador onisciente neutro (LEITE, 2004, p.32). É aquele que “fala” em 3ª pessoa, conhece todos os personagens e sabe tudo o que lhes acontece. Esse tipo de narrador não tece comentários sobre o que os personagens sentem ou pensam; ao contrário, o narrado onisciente intruso faria comentários sobre as ações ou se dirigiria aos leitores (como acontece em alguns textos de Ítalo Calvino, Machado de Assis e Clarice Lispector).

> Personagens – Yves Reuter (2002) explica que “as personagens têm um papel essencial na organização das histórias. [...] São as personagens que permitem as ações e lhes dão sentido.” No trecho de Grimm, aparecem o pai e a esposa, que anunciam também a participação de outros personagens: os dois filhos menores. Sabemos também, já que o conto é bastante conhecido, que no decorrer da narrativa aparecerá ainda uma bruxa que prenderá as duas crianças. As falas e pensamentos dos personagens podem ser indicadas por meio de discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre, como já explicamos no texto Os tipos de discurso.

> Espaço – O espaço narrativo pode ser analisado por meio de alguns eixos fundamentais, como explica Reuter (idem): exóticos ou não, mais ou menos ricos, urbanos ou rurais; um único lugar ou uma multiplicidade de lugares; explícito ou não; facilmente identificável ou não. A delimitação do espaço narrativo pode servir para descrever os personagens. No conto João e Maria, o espaço é apresentado no trecho “Perto de uma grande floresta…”, o que nos permite inferir que as ações acontecem em um meio rural.

> Tempo – As indicações de tempo contribuem para fixar o caráter realista ou não da história. O texto, no entanto, pode carecer de informações precisas; daí, a utilização de expressões como “Era uma vez…”, “Naquele tempo…”, “Naqueles dias…”, que remetem a um tempo simbólico. No conto que nos serve como exemplo, o tempo é marcado pela oração “quando houve grande fome no país”. Observe que a oração é introduzida por uma conjunção subordinativa temporal. Sabemos, ainda, que a história narrada aconteceu no passado, o que é indicado pelos tempos verbais utilizados pelo narrador.


Referências:
GRIMM, J. Os contos de Grimm. 9.ed. São Paulo: Paulus, 2007.
LEITE, L.C.M. O foco narrativo: ou a polêmica em torno da ilusão. 10.ed. São Paulo: Ática, 2004.
REUTER, Y. A análise da narrativa: o texto, a ficção e a narração. Rio de Janeiro: DIFEL, 2002.

Fonte original




terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O QUE É: Teoria Literária?


“A literatura pode ser considerada um produto cultural e, sendo assim, não é homogêneo, muito menos óbvio.” (www.sitedeliteratura.cjb.net)

A Teoria Literária surgiu nos séculos V e IV a.C com as obras de Homero: Odisséia e Ilíada, e preocupa-se com os diversos aspectos da produção textual. Tornou-se obrigatória no currículo do curso de Letras a partir de 1961. Essa disciplina tem como objetivo, construir uma interpretação coletiva em volta da compreensão crítica das obras literárias através do estudo de aspectos teóricos da poesia e do romance, envolvendo suas relações com a sociedade e a psicanálise, analisando os diferentes níveis do discurso na perspectiva de literatura comparada de autores como: José de Alencar, Machado de Assis, Euclides da Cunha, Manuel Bandeira, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, João Cabral de Mello Neto, Augusto Meyer, Simões Lopes Neto, Clarice Lispector, Osman Lins, Murilo Mendes, Carlos Drummond de Andrade, Torquato Neto, Jorge de Lima, Dalton Trevisan, Chico Buarque de Holanda, Maria Clara Machado, Cortázar, Borges, Huidobro, Girondo, Brecht, Gógol, o cineasta Glauber Rocha, José Veríssimo, Álvaro Lins, Tristão de Ataíde, etc.

A necessidade de teorizar sobre literatura surgiu com Platão e Aristóteles, com sua obra póstuma: Poética. Na Ilíada e Odisséia, por exemplo, acreditava-se que a origem da literatura era e divina, pois tinha o poder de “encantar” a todos. Existem duas formas diferentes de análise da Teoria Literária:
  • Grupo normativo: é a chamada estética clássica, onde a leitura visa alcançar o conhecimento profundo e analítico seguindo as rígidas normas impostas, deve-se, portanto, teorizar sobre a forma antes de criar o texto.
  • Grupo descritivo: é o prenúncio da estética romântica , classifica literatura como lazer, não como objeto de estudo. Nesse grupo, o autor é livre para produzir espontaneamente sua obra e só depois classificá-la em um gênero literário.
A partir dessas formas de pensar diferentes, pode-se destacar 5 momentos históricos sobre a teoria literária:

1º - Séc IV e V a.C: Platão e Aristóteles. Havia indicações normativas com tendência descritiva, a investigação era aberta e sem grandes preocupações com tais normas;
2º Nesse período surge maior imposição do tom normativo, persistindo a estética clássica;
3º Idade Média: Surge a oratória como forma de imposição e persuasão;
4º Fins do séc. XV até séc. XVIII:  A “Poética” de Aristóteles é redescoberta e estudada juntamente com outros teóricos e do seu teor normativo, surge o conjunto de normas, chamado Preceptística (junção de preceitos).
5º A partir do séc. XIX: Surgimento do Romantismo, onde o tom descritivo tem prioridade. Não há normas: o “criar literário” vem da inspiração e genialidade do autor. O que importa é a impressão que a obra causa no leitor (característica essa, fundamental do Impressionismo).

Após a chegada do Romantismo, o autor passa a ter mais liberdade para criar no limite da sua imaginação, porém essa liberdade faz surgir obras de uma qualidade e conteúdo duvidoso, cabendo aos leitores julgar aquilo que lhe convém.

FONTE:



sexta-feira, 8 de outubro de 2010

QUEM FOI SIGMUND FREUD?


QUEM FOI SIGMUND FREUD?
Sigmund Freud nasceu no dia 6 de maio de 1856, em Freiberg, na Moravia (ou Pribor, na atual República Tcheca), que nesse período, fazia parte do Império Austro-húngaro. Seu pai tinha 41 anos e duas crianças do primeiro casamento quando se casou com Amália, que era vinte anos mais nova que o marido, Jacob Freud. Amália teve seis filhos, entretanto, Sigmund, que era o seu primogênito, descrevia-se como o seu favorito. Ela o chamava de "Siggie de ouro.
    Filho um próspero comerciante judeu, Sigmund foi criado dentro o judaísmo clássico e circuncidado logo ao nascer. Apesar das influencias religiosas paternas, recebeu de sua mãe Amália Freud, que era grande adepta do pensamento Iluminista, o apreço pela filosofia. Também recebeu influencia católica, através da sua governanta, pela qual nutria grande apreço e chamava carinhosamente de Nannie.
O inicio Revolução Industrial causa turbulências financeiras à industrias têxtil, obrigando Jacob Freud, que era comerciante de lã, mudar-se com sua família para Leipzig, na Alemanha. Sigmund tinha apenas três anos, mas essa partida permanecerá para sempre dolorosa em sua memória. Seus irmãos Emanuel e Philipp emigraram para Manchester e seu pai, sem conseguir reverter sua situação econômica, decide estabelecer-se em um bairro judeu de Viena 1859, cidade onde viverá por setenta e nove anos.
Apesar do seu interesse por política, Sigmund Freud não tinha naquela época, onde já se iniciava movimentos anti-semitas, livre escolha de uma carreira acadêmica. Entre medicina e direito, optou pela segunda, mas por possuir um alto senso humanitário, que por vocação.

MÉTODO HIPNÓTICO Charcot, dando aula em
Paris, mostra como conhecer o inconsciente.
Foto: Hulton Archive
Em outubro de 1873, Freud inicia seus estudos destacando-se por sua curiosidade inata e ambição precoce. Como clínico, tratava essencialmente de mulheres da burguesia vienense, qualificadas como “doentes dos nervos” e sofrendo de distúrbios histéricos. Fascinado pelas experiências com histeria que Martin Charcot realizava. consegue em 1885 uma bolsa de estudos para estudar com ele em Paris. Nessa época, o pesquisador francês estava mais preocupando em descrever, catalogar, classificar e explicar os fenômenos de histeria, que efetivamente tratá-los. No entanto, apesar das divergências de objetivos científicos entre eles, “essa primeira permanência na França marcou o início da grande aventura científica que o levaria à invenção da psicanálise”1. Em 1883, é nomeado docente-privado2 e em setembro de 1886, depois de um longo noivado, casa-se finalmente com Martha Bernays e vão morar na Berggasse3, 19, em Viena, onde viveria e trabalharia quarenta e sete anos.
Em 1887, um mês depois do nascimento de sua filha Mathilde, Freud conheceu Wilhelm Fliess, brilhante médico judeu berlinense, que fazia amplas pesquisas sobre a fisiologia e a bissexualidade. Era o início de uma longa amizade e de uma vasta correspondência íntima e científica. Seu objetivo era antes de tudo, curar e tratar de suas pacientes e durante um ano, utilizou, mesmo que inconformado, todos os métodos terapêuticos aceitos na época: massagens, hidroterapia, eletroterapia, etc., e assim que constatou serem ineficientes passa a usar a hipnose, inspirando-se nos métodos de sugestão de Hippolyte Bernheim.
Sua primeira formulação sobre histeria é escrita junto com seu amigo Josef Breuer 1890. Três anos depois, esse trabalho dará lugar à publicação de: “Sobre o mecanismo psíquico dos fenômenos histéricos: comunicação preliminar”, que por sua vez, abrirá caminho para “Estudos sobre a histeria”, onde já é possível encontrar o “estilo freudiano” de defesa. Ainda em 1893, um texto intitulado “Algumas Considerações para um Estudo Comparativo das Paralisias Motoras Orgânicas e Histéricas”, Freud afirma que: “a histeria se comporta, nessas paralisias e outras manifestações, como se a anatomia não existisse, ou como se ela não tomasse disso nenhum conhecimento”. Em 1896, ele estabelece seus fundamentos no capítulo VII da “Interpretação dos Sonhos”.
Em “L’ Hérédité et l’Étiologie dês Névroses”, publicado em francês, em 1896, Freud de fato afirma:

“Experiência de passividade sexual antes da puberdade; é essa, pois, a etiologia específica da histeria”.
Nesse artigo, pela primeira vez, o termo “psicanálise” é empregado. Foi também durante esses anos que a reflexão de Freud sobre a súbita interrupção feita por Breuer no tratamento de Anna O, o fez pensar na questão da transferência.
Ao lado de Breuer, Freud abandonou progressivamente a hipnose pela catarse3, inventou o método da associação livre, e enfim a “psico-análise”4. A revolução cientifica provocada por Freud fez com que seu nome fosse indicado para receber o título de professor extraordinário. Sua nomeação foi ratificada pelo imperador Francisco-José no dia 5 de março de 1902, mas ao contrário de muitos intelectuais vienenses, marcados pelo “ódio de si judeu”, Freud, judeu infiel e incrédulo, hostil a todos os rituais e à religião, nunca negaria sua judeidade e como enfatizou Manès Sperber, ele continuaria sendo “um judeu consciente, que não dissimulava a ninguém sua origem, proclamando-a, ao contrário, com dignidade e freqüentemente com orgulho”. Muitas vezes, afirmou que detestava Viena e que se sentia como que libertado a cada vez que se afastava dessa cidade, onde crescera e à qual ficaria ligado, entretanto, por laços indestrutíveis.
Durante os anos que antecederam a publicação de “A interpretação de sonhos”, Freud introduz na nosografia, na qual descreve a neurose de angústia e separando-a da categoria, isola pela primeira vez, a neurose obsessiva propondo o conceito de psiconeurose de defesa e a integrada à paranóia. Porém, sua principal tarefa é a auto-análise, termo que irá empregar por pouco tempo. Eis o que diz sobre isto, na carta a W. Fliess, de 14 de novembro de 1887:
“Minha auto-análise continua sempre em projeto, agora compreendi o motivo. É porque não posso analisar a mim mesmo a não ser me servindo de conhecimentos adquiridos objetivamente (como para um estranho). Uma verdadeira auto-análise é realmente impossível, de outro modo não haveria mais doença”.
Do intercambio com Fliess, ocorreu o abandono da teoria da sedução, segundo a qual toda neurose se explicaria por um trauma real. Essa renúncia, ocorrida em 21 de setembro de 1897, foi fundamental para a história da psicanálise, quando Freud comunicou-a em tom enfático, em uma carta que se tornaria célebre:

“Não acredito mais na minha Neurótica.”

Logo após o “Anschluss”4, graças a inestimável ajuda de seus amigos e discípulos, principalmente, Ernest Jones e Marie Bonaparte, Freud consegue deixar Viena, já ocupada pelo nazismo Porem, suas quatro irmãs morreram mais tarde, nos campos de concentração. Já instalado em Londres com sua família, envia uma carta a seu irmão Alexandre, onde declara que ainda amava muito a prisão da qual fora libertado. Na capital inglesa, ele volta a trabalhar. Atende alguns pacientes e inicia os textos de: “Esboço de Psicanálise” e “Algumas lições Elementares de Psicanálise”. Foi lá também que conseguiu retomar e finalizar um de seus textos mais polêmicos: “Moisés e o Monoteísmo”. Com a descoberta do inconsciente, conseguiu atingir o narcisismo do homem moderno. As hipóteses levantadas nesse trabalho atingem diretamente o judaísmo e o cristianismo e com isto, a religião de forma geral: trata-se do questionamento do anti-semitismo enquanto enigma a ser resolvido. Devemos lembrar as circunstâncias desses momentos sinistros na história mundial onde a raça e a religião podiam marcar a diferença entre a vida e a morte. Parece difícil imaginar, para um judeu intelectual de reconhecimento internacional, algum momento histórico mais adverso do que aquele da invasão das tropas nazistas num país como a Áustria, de forte história anti-semita, para indagar uma questão tão latente.
Sigmund Freud passou seus últimos quinze meses e vinte e cinco dias de vida na Inglaterra, onde permaneceu cercado por seus seis filhos (Mathilde, Mrtin, Oliver, Ernst, Sophie Halberstadt, Anna) e de sua cunhada Minna Bernays.


QUAL SUA MAIOR CONTRIBUIÇÃO PARA A PSICOLOGIA E AS CIÊNCIAS HUMANAS?
O período anterior às descobertas de Freud sempre se supunha que todas as doenças tinham uma etiologia de fundo físicoquímico,isto é, redutível à ciência física, e não afeita à questão hermenêutica. O tratamento da histeria pela hipnose e o posterior estabelecimento da etiologia sexual das neuroses - afecções da alma infensas à terapêutica médica tradicional - conduziram ao ponto de viragem da nascente teoria freudiana. E apenas da hipnose ter sido um grande avanço para a época e, embora encarada com reserva no meio médico, ela ocupava com vantagem o lugar das abordagens pretensamente científicas do passado, baseadas puramente na morfologia anatômica e tenta defender uma abordagem compreensiva que dê conta da complexidade do fenômeno psíquico.
Em 21 de abril de 1896, Freud proferiu uma conferência na Sociedade de Psiquiatria (Psychiatrischer Verein) em Viena, onde pela primeira vez postulou a etiologia sexual da histeria:

“qualquer que seja o caso e qualquer que seja o sintoma que tomemos como ponto de partida, no fim chegamos infalivelmente ao campo da experiência sexual”
(Freud, 1896/1987, p.185).

Inicia-se, assim, a gestação do primado da sexualidade, central em sua obra, cuja demonstração teórica mais acabada se produz nos Três Ensaios Sobre a Teoria da Sexualidade de 1905, com aexplanação do desenvolvimento psicossexual infantil. Para Freud, a psicanálise é ciência da natureza e seu objetivo é explicar os fatos psíquicos; seu modelo de conhecimento científico é a anatomia e a fisiologia apoiadas no método físicoquímico e, assim sendo, sua concepção do estatuto epistemológico da ciência do psiquismo pode ser considerada reducionista.
E é em referência a uma química energética que Freud afirma a analogia entre psicanálise e química. Desse modo, levando a idéia freudiana ao seu limite, a manipulação bioquímica seria o futuro - ou o fim - da psicanálise:

“todas as nossas idéias provisórias em psicologia presumivelmente algum dia se basearão numa estrutura orgânica”  (Freud, 1914b/1987, p.95).

Portanto, a maior contribuição que Freud trouxe à psicologia e demais ciências humanas é não supor a psicanálise como uma disciplina separada da psicologia, ele inclusive chega a sustentar que "a psicanálise é uma parte da psicologia". Tambem em suas associações, Freud advertiu contra a tentação dos psicanalistas em "flertar com a endocrinologia e o sistema nervoso autônomo, quando aquilo de que se necessita é de uma percepção de fatos psicológicos com a ajuda de uma estrutura de conceitos psicológicos" (Freud, 1927/1987, p.292). Desse modo, a psicanálise se tornaria o "elo" entre a psiquiatria e os demais ramos das ciências mentais, não se reduzindo, a apenas uma mera concepção de mundo (Freud, 1933/1987, p.194)
QUAIS OS TRABALHOS MAIS RELEVANTES DESENVOLVIDO POR ELE?
As principais contribuições de Sigmund Freud predominantes na nossa cultura hoje, apresentam interpretações diametralmente opostas de quem nós somos, nossa identidade, de onde viemos, de nossa herança cultural e biológica e de nosso destino. Poucos homens influenciaram mais a estrutura moral de nossa civilização do que Sigmund Freud. Muitos historiadores colocam suas descobertas ao lado das de Plank e Einstein. Suas teorias proveram um novo entendimento sobre como nossas mentes funcionam. Suas idéias permeiam diversas disciplinas incluindo a medicina, literatura, sociologia, antropologia, história e o direito. A interpretação do comportamento humano no direito e na crítica literária é profundamente influenciada pela suas teorias. Seus conceitos estão tão permeados na nossa linguagem que nós usamos termos como repressão, complexo, projeção, narcisismo, ato falho e rivalidade fraterna sem sequer saberbemos de sua origem.

Devido ao inegável impacto de seu pensamento na nossa cultura, os estudiosos se referem a esse século como o “século de Freud”.  Podemos afirmar que apesar de ser continuamente criticado, desacreditado, e difamado; ainda assim, sua figura continua a aparecer em capa de revistas e artigos de primeira página em jornais como o The New York Times. As recentes pesquisas históricas intensificaram o interesse nas controvérsias em torno de Freud e seu trabalho. Como parte de seu legado intelectual, Freud defendeu veementemente uma filosofia de vida secular, materialista e ateísta.

Freud também possuíam dons literários extraordinários. Ele ganhou o prêmio Goethe de literatura em 1930. Possui uma grande quantidade de livros acadêmicos e de ficção vastamente lidos.

QUAL SUA MAIOR CONTRIBUIÇÃO PARA A EDUCAÇÃO?

No início de nosso século, neste novo elo social da criança educada, disciplinada, futuros homens para uma sociedade harmoniosa, surge Freud com a psicanálise operando no sentido oposto ao dos ideais. Por sermos seres falantes, seres de linguagem, o mal-estar na cultura é incurável - não se pode adotar um ideal da adaptação. Por isto nenhuma pedagogia, nenhuma ortopedia da civilização, nenhum governo poderá prometer um bem supremo para o ser falante.
Nem a educação, nem a psicanálise poderá prometer um bem. Sabemos que aqueles que nos procuram vêm em busca desta felicidade. E é com esta busca da felicidade que o sujeito da psicanálise entrará no dispositivo analítico transferindo para o analista uma suposição de saber. O ato analítico inclui uma renúncia aos poderes que a transferência confere.
Já para o educador, onde a transferência é o motor para que a criança aprenda, ele tem cada vez mais que mante-la e sustenta-la. O educador reforça o eu do educando visando fortalecê-lo. É o oposto do trabalho de uma análise. Onde o analista por se abster de modelar, de querer guiar os pensamentos de seus analisantes, apoia-se no inconsciente para suspensão do recalque.
Não há relação entre educação e psicanálise; mesmo elas usando o mesmo motor vão para direções opostas. O único ponto que pode nos articular a psicanálise e educação é a análise do educador e a análise da criança. Pois a criança em análise trabalhando seu sintoma terá possibilidade de uma melhor posição no mundo, melhor aprendizagem na vida. E o educador trabalhando seu sintoma se desprenderá do poder de seu narcisismo; e não mais fará da criança seu ideal. O educador reconhecendo a existência do inconsciente pode renunciar a toda fantasia de domínio e de adestramento. Então, deste novo elo social em torno da criança educada, o passo freudiano foi anunciar a verdade que se impõe no sintoma. E não, em nome de uma nova moral, mas sim, no sentido oposto ao dos ideais.


POR QUE FREUD CHEGOU A AFIRMAR QUE: "A EDUCAÇÃO É IMPOSSIVEL"?

      Em todas as suas idéias  sobre a educação, inspiradas pela Psicanálise foram por ele mesmo questionadas:
      - Quem o educador deve promover a sublimação, mas a sublimação não se promove por ser inconsciente
      - Que o educador deve esclarecer as crianças a respeito da sexualidade, mesmo achando que elas não darão ouvidos
      - Que o educador deve se reconciliar com a criança que há dentro dele, mas que é uma pena que tenha esquecido com é essa criança
      - E a conclusão de que A Educação é uma profissão impossível.

NOTAS:
1.       O termo “Psicanálise” foi utilizado a primeira vez PSICANÁLISE é uma CIÊNCIA e uma TÉCNICA que tem por finalidade a interpretação do inconsciente humano, visando através de diversos  processos de avaliações e de modernos recursos terapêuticos, diminuir os estados de tensões, resultantes de inadaptacões  vivenciais, educacionais, profissionais, morais, religiosas e pessoais, visando equilibrar emocional e psiquicamente os Sóciopatas e todos os portadores de distúrbios do comportamento em geral, usando apenas os recursos da exortação, do bom senso e da re-educação pessoal. http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/2457664
2.       Endereço onde atualmente funciona o Sigmund Freud Museum - junto à Sociedade Psicanalítica de Viena - não oferece, ao visitante, o ambiente onde à família Freud morou, muito menos o lugar de trabalho do pai da Psicanálise. Somente a sala de espera - onde se realizavam as reuniões da famosa Sociedade das quartas-feiras” encontra-se - graças a Anna Freud - relativamente reconstituída.
3.       Docente-privado equivale, na França, ao título de mestre conferencista;
4.       Anschluß ou Anschluss é uma palavra do idioma alemão que significa conexão ou anexação. É utilizada em História para referir-se à anexação político-militar da Áustria por parte da Alemanha em 1938. Este termo é o oposto à palavra Ausschluß, que caracteriza a exclusão de Áustria no Reino da Prússia.  http://pt.wikipedia.org/wiki/Anschluss





BIBLIOGRAFIA:
  •  VILLARI, Rafael Andrés. Entre Viena e Londres: uma visita à casa de Sigmund Freud. Psicol. cienc. prof.,  Brasília,  v. 20,  n. 3, set.  2000 .   Disponível em . acessos em  01  out.  2010.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Libras para todos!



"Não há como dimensionar o tempo em que a humanidade repete as mesmas ações cometendo os mesmos erros e se deixando levar pela certeza que farão a diferença. A diferença é uma ilusão, simplesmente porque ela não se perpetua, ela se dissolve no ar como grãos de areia..." (BENEDETTO, Geani Carla Di)


Após quase um século de perseguição e marginalidade, finalmente os códigos que compõe a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS passam a ser reconhecidas como uma forma de linguagem, tão natural e viva quanto o nosso português nativo. Foi através da persistência das escolas “clandestinas”, que esses sinais (codificados a partir da Língua de Sinais Francesa) não foram eliminados da nossa sociedade.
Nossa sociedade não é composta apenas de “ouvintes”. Existe um grande numero de pessoas que foram excluídas de seus direitos políticos e civis por não serem consideradas “normais”, mas afinal, o que é ser “normal”? Até pouco tempo atrás, para nossa espécie, que até já foi à lua, ser “normal” era pertencer à maioria, mas de que estamos falando afinal, de seres humanos, classificados individualmente como únicos na natureza ou de bois de abate que se organizam em “manadas acéfalas” de iguais?
Infelizmente, em pleno sec. XXI, vivendo na “era digital” do conhecimento amplo, nossa sociedade ainda precisa de “leis” para incluir em nossa vida aqueles que por alguma razão, durante milênios, foram considerados “imperfeitos”. A Lei 10.436, de 24 de abril de 2002 dá oportunidade ao surdo de ser aceito, valorizado e respeitado em sua particularidade como “pessoa normal”, incluindo-o em nosso dia-a-dia, como alguém capaz em todos os setores sociais e econômicos, podendo desenvolver o interesse pelo aprendizado da forma oral da língua portuguesa (atualmente não é uma obrigação legal para pessoas surdas), o que o transformaria em bilíngue.
Antes de ser promulgado por lei, alguns cursos ofertavam LIBRAS como disciplina optativa, a partir de 22 de dezembro de 2005, o decreto-lei 5.626, em seu artigo 3º, determina que a Libras seja inserida como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior, e nos cursos de Fonoaudiologia, de instituições de ensino, públicas e privadas, do sistema federal de ensino e dos sistemas de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. O sentido prático disso é: proporcionar uma organização política que avance no sentido de superar a marginalização, trazendo o surdo para os espaços que o enxerguem como cidadãos, rompendo com estereótipos que ameaçam sua acessibilidade, principalmente, a uma educação de qualidade.
A inclusão da LIBRAS no currículo de um curso básico exige o desenvolvimento de faculdades de comunicação na língua, não a fluência ou a competência profissional para o exercício da tradução/interpretação, como ocorre em cursos mais avançados. O objetivo é desenvolver uma nova maneira de se comunicar, ampliando a capacidade expressiva daqueles que vão exercer atividade de comunicação e didática, para que eles se solidarizem e passem a respeitar as diferenças, levando os indivíduos surdos a uma maior integração social entre aqueles que ouvem e desejam que essa comunicação aconteça.



Fontes:
·         Inclusão e Excludente
·         Lei 10436/02
·         Decreto 5626/05
·         Grupo Moitara
·         Medicina - UFMG - noticias
·         Artigonal - Entendendo Libra
·         http://www.libras.org.br
·         FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO DE SURDOS - Gladis Perlin e Karin Strobel (Centro de Comunicação e Expressão / UFSC - curso de licenciatura em letras-libras)



domingo, 26 de setembro de 2010

Filosofando a Educação...

“Assumir posições significa estar comprometido com o mundo e disposto a participar, lutando contra o trabalho degradante, a submissão política, a alienação da consciência, as exclusões injustas e as diversas formas de preconceito.”  (Filosofia da Educação – Aranha, Mª Lúcia de Arruda)




1.     O que é ser professor hoje?


Atualmente, a prática pedagógica está focada para a reflexão e superação da atividade de meramente transmitir conteúdos. É preciso que o trabalho pedagógico se realize também dentro da formação ética, social e política, tornando útil para a sociedade a assimilação do conhecimento transmitido. Para que isso ocorra, o professor deve olhar para a sala de aula como um momento de realização de um projeto que foi anteriormente pesquisado, estudado, definido, planejado e programado em todas as suas etapas.
Cada professor é responsável pela forma como a sociedade o vê dentro do processo de ensino. Foram anos de amadorismo e desmotivação que resultaram no atual quadro de desvalorização profissional, financeira e a consequente baixa de rendimento escolar.
Repensar a verdadeira função do professor na sala de aula é ir além de repetir formulas preestabelecida de ensino. É compreendê-las, repensá-las e adaptá-las à realidade individual e única que é cada sala de aula.
A liberdade é fruto do conhecimento e do acúmulo de experiências que se transformam na capacidade responsável e consciente de tomar decisões. Sem conhecimento social, político, histórico, pedagógico e de conteúdo, o professor torna-se um ser vazio, mero repetidor de formulas e palavras não conectadas a um sentido cognitivo prático, prejudicando o processo de aprendizagem ao invés de se tornar-se dele, o principal facilitador.



2. O que cabe à escola?

Quando pensamos na  escola, pensamos que a ela cabe ensinar, e a ensinar bem.

        O que é ensinar bem?

        É conseguir reproduzir naquele indivíduo de tal forma que ele seja formado para um convívio na sociedade em que vive, reproduzindo assim a educação, a contribuição do educador.
       
Quando pensamos no professor na escola imaginamos que em todo tempo ele esteja desempenhando o seu papel de educador, não somente na sala de aula. Mas não é bem assim que acontece, quando se pensa que ele só irá desempenhar sua formação de professor dentro da sala de aula. Nesta é o lugar que ele se encontra mais evidente a realizar todo o seu papel, passando seu conhecimento, ou seja em sua totalidade. Mas vemos que nos corredores da escola, na hora do intervalo, na sala de professores ele também possa realizar seu papel de “educador” dando um bom exemplo de comportamento, seja não ensinando vícios: como fumar, não jogando o papel no chão, estando na sala de aula no horário correto, o professor é espelho na formação de seus alunos, por isso a maioria das crianças já brincaram de ser professoras, de ter alunas ainda que bonecas, ou de até declararem que desejariam ser quando crescerem, pois o professor passa a ser um espelho, passa conhecimento, é alguém que tem ensinado, contribuído para a formação dessa criança. 



3. Qual o significado da expressão:

A escola deixará de ser lecionadora” para ser “gestora do conhecimento”.

O singinificado principal é o fato da escola ter deixado de trabalhar apenas o conteúdo através de método mecânico passando a ser um gestor de conhecimento, adaptando-se a nova realidade do dia-a-dia, organizando-se melhor e se adequando novas tecnologias tenta recuperar a distância entre aluno e professor criada pelo ensino impessoal, tecnicista.
 A escola inova ao perceber que pessoas aprendem uma com as outras e que essa troca de informações e conhecimento também é importante para alcançar objetivos pedagógicos. Com essa nova interação, o professor faz com que o aluno aprenda compreendendo de verdade e no seu próprio ritmo, com isso, ele tem autonomia para traçar seu caminho de conhecimento e aprendizagem, porque estará realmente apto e capacitado para realizar qualquer trabalho com eficiência, pois tem conhecimento, dinamismo e capacidade para planejar e realizar trabalho.



4. Qual o papel do professor de filosofia?